INFLUENCIA DA INTERNET NA VIDA DAS PESSOAS

A INTERNET E SUA INFLUENCIA EM NOSSAS ESCOLHAS

Em tempos em que softwares nos dizem como e no que devemos pensar, uma antiquada pratica ganha destaque: um seleto grupo de “indivíduos” decidem o que é ou não noticia.

Uma outra vez você já ouviu falar que o Facebook usa pessoas para direcionar quais assuntos são vistos pelos seus usuarios. Ou seja, o Facebook esconderia notícias e opiniões mais conservadoras de maneira desproporcional. O Facebook nega veemente isso.

“O empurrãozinho”

Meios como o Facebook estão selecionando as notícias e as informações que consumimos sob títulos chamativos como “trending topics” ou critérios como “relevância”. Mas nós praticamente não sabemos como isso tudo é filtrado.

Isso é importante porque mudanças sutis nas informações às quais somos expostos podem transformar nosso comportamento.
Isso consiste em usar táticas discretas para nos incentivar a adotar um certo comportamento. Um exemplo conhecido é fazer da doação de órgãos algo obrigatório, a não ser que o indivíduo se manifeste contrariamente. O resultado é que mais pessoas acabam doando.

Críticos dessa abordagem argumentam que esse “empurrãozinho” está acabando com a decisão informada.

“O fim da decisão informada?”
Quando navegamos na internet, enfrentamos escolhas continuamente – do que comprar ao que acreditar – e engenheiros e designers também podem sutilmente manejar nossas decisões nesse ponto.

Afinal, não é só o Facebook que está no jogo das seleções de informações. Sistemas de recomendação cada vez mais afiados estão na dianteira do atual boom da inteligência artificial, da tecnologia “vestível”e da chamada internet das coisas.

Do Google à Apple e à Amazon, o truque está em entregar ao usuário informações perfeitamente personalizadas. No entanto, o que está em jogo não é tanto a questão “homem X máquina”, mas sim a disputa “decisão informada X obediência influenciada”.

Quanto mais informações relevantes tivermos nas pontas dos dedos, melhor equipados estamos para tomar decisões. Isso é um dos princípios fundamentais da tecnologia da informação quando vista como uma força positiva.

Isso, no entanto, gera algumas tensões fundamentais: entre a conveniência e a deliberação; entre o que o usuário deseja e o que é melhor para ele; entre a transparência e o lado comercial.

Quanto mais os “sistemas” souberem sobre você em comparação ao que você sabe sobre eles, há mais riscos de suas escolhas se tornarem apenas uma série de reações a “cutucadas” invisíveis.

E o equilíbrio entre o que está acontecendo no mundo e o que o usuário fica sabendo está cada dia mais pendendo para o lado da ignorância individual.

Não há um simples antídoto para essa situação, assim como nenhuma grande conspiração. De fato, a combinação bem realizada do uso de softwares com a curadoria humana está se tornado o único caminho pelo qual esperamos poder navegar os exabytes de dados que se acumulam pelo mundo.

Mas vale a pena lembrarmos que aqueles que projetam a tecnologia que utilizamos têm objetivos diferentes dos nossos – e que navegar com sucesso significa deixar de acreditar que existe uma saída para a parcialidade humana.

Texto original: www.bbc.com

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